quinta-feira, 23 de maio de 2013

Range Rover Evoque




A revolução na Land Rover começa agora com o Range Rover Evoque. É um carro claramente direcionado para um usuário urbano, com uma pegada ecológica mais forte que a de qualquer modelo na sua história e que se estima que terá uma alta percentagem de motoristas mulheres. Seguindo fielmente as linhas do carro-conceito de sucesso LRX, ele estará disponível nas versões quatro portas e Coupé e aposta forte numa estética agressiva e de ruptura com o passado. 




Com 4,37 metros, é ligeiramente menor que um BMW X1, que é seu mais forte concorrente, ao lado do Volvo XC60, devendo-se juntar a eles o Audi Q3 em 2012. Suas dimensões antecipam a boa estabilidade no asfalto, como a generosa largura (1,97 metros) e a limitada altura (1,64 no quatro-portas)





O ponto de partida da plataforma é o mesmo do Freelander (subchassi dianteiro e traseiro semelhantes, quatro rodas independentes, suspensão multilink atrás, dimensões aproximadas), mas o Evoque está 2,7 cm mais perto do solo, também para garantir que não haja restrição de altura na cabine. Pela primeira vez um off-road está disponível, como opcional, com a terceira geração da suspensão MagneRide, que usa amortecedores ativos que ajustam automaticamente sua rigidez. O resultado prático é que eles conseguem adaptar o comportamento do veículo ao tipo de condução e às condições do terreno. 

Mesmo sendo o mais urbano dos Land Rover, o Evoque foi projetado para também fazer bonito no off-road. Tem ângulos de ataque e saída melhores que os do BMW X1, herdou o Terrain Response (que ajusta o veículo para cinco tipos de terrenos diferentes) e pode ter uma configuração adicional nos modelos que têm o Sistema Dinâmico Adaptativo. Cada um desses recursos eletrônicos pode intervir sobre o funcionamento do motor, da suspensão, da transmissão e do ESP. 




No interior, encontramos espaço suficiente para cinco adultos e uma elevada qualidade de construção, de materiais e de acabamentos. O painel (com estrutura de magnésio para baixar peso) traz uma tela sensível ao toque pela qual se controla toda parte de entretenimento e de informações e ajustes do veículo. Esse monitor permite que, dependendo do ângulo de visão, o motorista possa usar o navegador GPS enquanto o passageiro assiste a um filme. 





Tudo muito simples, pelo menos até o cliente começar a brincar com uma das 80 000 possibilidades de personalização entre interior e exterior, segundo a marca, incluindo a opção de dispor de um teto de cor diferente (preto, branco ou cinza), ideia pioneira da Mini há meio século retomada recentemente também pela Citroën no DS. Realce ainda para a existência de três níveis de equipamento: Pure, Prestige e Dynamic, tendo estas duas últimas alguns detalhes diferentes, como as portas pintadas e mais cromados. 

Este não foi um test-drive longo, mas uma primeira experiência ao volante, numa pista de testes bastante sinuosa e estreita, em Gaydon, quartelgeneral da Jaguar-Land Rover, na Inglaterra. Um aplauso para a forma como seus engenheiros conseguiram conter a oscilação da carroceria em manobras rápidas ou mudanças de terreno, sem assim sacrificar a qualidade de rolamento, o conforto e o baixo nível de ruído. 




Vale ressaltar que o Evoque avaliado estava equipado com o amortecimento MagneRide (que a Ferrari já utiliza), mas que na sua primeira aplicação num SUV surge numa nova geração, de respostas ainda mais rápidas. É verdade que o comportamento do carro está mais sob controle, ainda que nas irregularidades no asfalto tenhamos sentido um estremecer exagerado no banco traseiro. Tornou-se óbvio que este não é um lugar indicado para quem sofre de claustrofobia, pois a superfície envidraçada é escassa, o que também limita a visibilidade traseira. Mesmo sendo este um protótipo (mas 95% próximo da versão final), o certo é que a rigidez do chassi impressiona. 

Animado pelo novo motor Ford 2.0 turbo de 240 cv, o Evoque demonstra no asfalto uma aceleração convincente desde o primeiro toque no acelerador de resposta rápida. O ruído de funcionamento apenas se torna presente acima de 4 000 rpm, o que até combina com a personalidade mais esportiva desse SUV urbano. O carro avaliado estava equipado com um câmbio automático de seis marchas, com aquele comando rotativo (sem alavanca) que conhecemos nos mais recentes Jaguar. Ainda assim, nos momentos em que se quer mais diversão, é recomendável apelar para as borboletas no volante.

Na Europa haverá ainda um motor 2.2 a diesel de 150 cv, que será usado no Evoque com tração dianteira. Por isso seus preços vão variar de 32 000 euros (Pure diesel 4x2) a 50 000 euros (Coupé Dynamic 2.0 4x4). O Brasil só deverá receber, no último semestre, o 2.0 turbo de 240 cv, que terá a missão de conter o sucesso local do BMW X1, que vendeu de janeiro a março 823 unidades, quase o mesmo que o acessível Toyota RAV4 (888 carros).

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